CADASTRE-SE

Relações com Investidores

O Sistema Interligado Nacional (SIN) é um sistema de geração e transmissão de energia elétrica de grande porte, operado por empresas de natureza pública e privada, gerenciado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse sistema é responsável pelo atendimento de cerca de 98% do mercado brasileiro de energia elétrica e a extensão de sua rede atinge aproximadamente 156.8 mil km de linha com voltagem maior ou igual a 230kV.

O ONS é composto por membros associados e membros participantes, que são as empresas de geração, transmissão, distribuição, consumidores livres, importadores e exportadores de energia. Também participam o Ministério de Minas e Energia (MME) e representantes dos Conselhos de Consumidores.

Para o exercício de suas atribuições legais e o cumprimento de sua missão institucional, o ONS desenvolve uma série de estudos e ações exercidas sobre o sistema e seus agentes proprietários para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão, de forma a garantir a segurança do suprimento contínuo em todo o país, com os objetivos de:

(a) promover a otimização da operação do sistema eletroenergético, visando ao menor custo para o sistema, observados os padrões técnicos e os critérios de confiabilidade estabelecidos nos Procedimentos de Rede aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL);

(b) garantir que todos os agentes do setor elétrico tenham acesso à rede de transmissão de forma não discriminatória; e

(c) contribuir, de acordo com a natureza de suas atividades, para que a expansão do SIN se faça ao menor custo e vise às melhores condições operacionais futuras.

O Contrato de Prestação do Serviço de Transmissão (CPST) é celebrado entre o ONS e as concessionárias de serviço público de transmissão. Ele estabelece os termos e condições técnicas e comerciais para a prestação dos serviços de transmissão. Nele, as concessionárias de transmissão assumem a responsabilidade pela operação e manutenção das instalações e recebem a Receita Anual Permitida (RAP) pela disponibilização das instalações, sendo descontadas pelas eventuais indisponibilidades observadas. Nesse instrumento, os agentes de transmissão autorizam o ONS a praticar todos os atos necessários para representá-los perante os usuários da rede de transmissão nos Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (CUST).

Os ativos de transmissão que formam essa rede são regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que por sua vez regula esse setor através de um modelo de Revenue Cap. Segundo este modelo, as empresas que operam os ativos recebem receita baseada na disponibilidade da linha e não no volume de energia transmitido no sistema. Portanto, o setor de transmissão não está exposto ao risco de volume.

Acreditamos que a gestão do ONS suportada pelo modelo regulatório adotado pela ANEEL fez com o que mercado de transmissão no Brasil evoluísse de maneira segura e consistente. A TAESA nunca sofreu perdas significativas por falta de pagamento de seus clientes, o que confirma seu posicionamento em um ambiente regulatório estável e confiável.

Vale mencionar que todas as concessões da TAESA estão inseridas no SIN.

A Expansão da Transmissão

A confiabilidade dos sistemas elétricos e a qualidade do atendimento do mercado de energia estão intimamente relacionadas à eficiência de sua expansão, que depende de um planejamento adequado. O planejamento da expansão dos sistemas de geração e transmissão considera o atendimento da demanda e seu crescimento no período de análise, visando definir o conjunto de obras que serão necessárias para garantir a segurança e a qualidade do sistema ao menor custo global, contemplando, inclusive, as perdas elétricas.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), criada em 2004 e vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), tem a responsabilidade de realizar estudos para o desenvolvimento dos Planos de Expansão da Geração e Transmissão de energia elétrica, em diferentes horizontes de análise.

Para completar o ciclo de planejamento da transmissão, é responsabilidade do ONS elaborar o Plano de Ampliações e Reforços (PAR), no horizonte de estudos da operação, no qual são propostas todas as ampliações e os reforços necessários na Rede Básica e nas DIT, para garantir a qualidade e a segurança do SIN.

(Fonte: http://ons.org.br)

 

A tabela abaixo mostra a capacidade instalada no SIN em 2021 e 2025 e o percentual de cada fonte de energia na matriz energética do Brasil

GERAÇÃO2021 - MW%2025 - MW%VARIAÇÃO - MW%
Hidrelétrica108.73963,20%109.55857,40%8190,75%
Térmica à gás + GNL15.2718,90%19.86110,40%4.59030,05%
Eólica 19.55811,40%26.55913,90%7.00135,79%
Térmica e Óleo + Diesel4.3462,50%4.6342,40%2886,62%
Térmica à Carvão3.0171,80%3.0171,60%00,00%
Biomassa14.1098,20%15.5468,10%1.43710,18%
Solar 4.5092,60%9.0564,70%4.547100,84%
Nuclear1.9901,20%1.9901,10%00,00%
Outras6450,40%6950,40%507,75%
Total172.184100%190.916100%18.73210,87%
Fonte: PMO Dezembro/2021

Em abril de 2020, o Sistema Elétrico Brasileiro atingiu 156.806 km de linhas de transmissão, das quais cerca de 39% do total correspondem à classe de tensão de 230 kV e 35% de 500 kV.

Apesar disso, na previsão de expansão para os próximos três anos, o sistema de 500kV deve crescer mais que o sistema de 230kV, considerando, principalmente, o reforço nas interligações entre as regiões, que permite uma maior otimização na utilização dos recursos energéticos.

 

A tabela abaixo mostra a rede de transmissão de energia elétrica no Sistema Elétrico Brasileiro

EXTENSÃO DA REDE DE TRANSMISSÃO2020*¹ - MW%2025** - MW%VARIAÇÃO - MW%
800kV CC9.2046,32%9.2045,00%00,00%
750kV1.7221,18%1.7220,94%00,00%
600kV CC9.5446,55%9.5445,19%00,00%
500kV53.21436,55%76.22041,41%23.00643,23%
440kV6.9114,75%7.1303,87%2193,17%
345kV9.5516,56%11.1316,05%1.58016,54%
230kV55.45438,09%69.10337,54%13.64924,61%
Total145.600100%184.054100%38.45426,41%
Fonte: * Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro –2020 (Site MME). ** Dados Relevantes da Operação /2025 – PAR (Site ONS).
¹Considera as linhas de transmissão em operação da Rede Básica, conexões de usinas, interligações internacionais e 190,0 km instalados no sistema isolado de Boa Vista, Roraima.

Segue abaixo o mapa do sistema de transmissão brasileiro, conforme divulgado no site do ONS.

Market Share – RAP Operacional (apenas categorias 2 e 3)

Total: R$ 15,9 bilhões (Ciclo 2020-2021)

  • Taesa | 14%
  • State Grid | 21%
  • Furnas | 14%
  • Eletronorte | 4%
  • Chesf | 4%
  • Alupar | 5%
  • Eletrosul | 4%
  • Cteep | 5%
  • Copel | 4%
  • Celeo | 3%
  • Elecnor | 2%
  • TPG | 3%
  • Outras (Privadas) | 17%
  • Outras (Estatais) | 1%
Market Share – RAP Total* (apenas categorias 2 e 3)

Total: R$ 23,5 bilhões (Ciclo 2020-2021)

  • State Grid | 14%
  • Taesa | 12%
  • Furnas | 9%
  • Alupar | 5%
  • Cteep | 6%
  • Equatorial | 5%
  • Neoenergia | 4%
  • Cymi | 2%
  • Eletronorte | 3%
  • Sterlite Power Grid | 2%
  • Chesf | 2%
  • Eletrosul | 3%
  • Celeo | 3%
  • Energias Brasil | 0%
  • Copel | 3%
  • Grupo Energia Bogotá | 2%
  • Outras (Privadas) | 21%
  • Outras (Estatais) | 3%
* Considera RAP das concessões operacionais e em construção