CADASTRE-SE

Relações com Investidores

A TAESA, por meio de seus ativos, está inserida no território nacional (urbano e rural) em diversos biomas e com diferentes contextos ambientais e de recursos naturais. Assim como definido pelo conceito de desenvolvimento sustentável¹, buscamos o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades, ou seja, utilizar recursos naturais de forma otimizada, minimizando impactos na implantação de novos projetos e/ou manutenção de ativos, instalações e operação das concessões.

A atuação da Companhia prioriza a gestão ambiental responsável, minimizando impactos e promovendo ações de mitigação e compensação, destacando medidas importantes com relação ao clima (Inventário de Gases Efeito Estufa – GHG Protocol), biodiversidade e ecoeficiência.

Gestão Ambiental

  Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS)

A TAESA possui uma Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), a fim de contribuir para a segurança e saúde de seus empregados e subcontratados, bem como para a melhoria da qualidade de vida da população, com respeito ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

Dentre seus principais compromissos, estão:

  • Proteger a Saúde, a Segurança e o Meio Ambiente, por meio da identificação, avaliação periódica e prevenção de riscos, perigos e impactos.
  • Assegurar a integração das questões de SMS aos processos de decisão.
  • Proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável, difundindo o conceito de atitude preventiva.
  • Cumprir com as obrigações que derivam das concessões de seus ativos, com segurança, continuidade e qualidade.
  • Promover a atuação da liderança comprometida com a excelência de desempenho e sensibilizar as partes interessadas quanto às suas responsabilidades com SMS.
  • Respeitar e assegurar o cumprimento da legislação vigente e de compromissos voluntariamente adquiridos em relação ao meio ambiente, à segurança e à saúde.
  • Revisar, atualizar e adequar periodicamente seus processos, com soluções tecnológicas economicamente viáveis, buscando a melhoria contínua.
  • Estabelecer o Sistema de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SGSMS).
  • Elencar critérios socioambientais na seleção de propostas e nos contratos dos prestadores de serviços.

A Política de SMS é considerada o documento central do Sistema de Gestão, do qual derivam todas as ações gerenciais e operacionais relacionadas aos aspectos socioambientais do negócio. O Sistema de Gestão é composto pelas políticas de SMS e de Biodiversidade e por programas relacionados ao tema.

Tais documentos estabelecem objetivos e metas a serem cumpridos, riscos e impactos, planos de ação, critérios, indicadores de desempenho e processos de gestão, avaliação, monitoramento e revisão, com a finalidade de melhoria contínua da eficácia e eficiência dos serviços e do desempenho ambiental da TAESA. Aplicado a toda a Companhia, abrange colaboradores, terceirizados e parceiros submetidos às diretrizes da Empresa, aprimorando a condução das tarefas.

Confira nossas Politicas.

  Licenciamento Ambiental

Trata-se de instrumento estabelecido pela POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE (Lei 6.938/1981) onde prevê o conjunto de procedimentos que visam garantir o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, ou seja, implementar AÇÕES E MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL para que atividades e empreendimentos, que utilizam os recursos naturais, possam causar o mínimo impacto ao meio ambiente.

O processo de licenciamento é conduzido conforme a legislação brasileira e de acordo com as diretrizes dos órgãos federal, estadual e municipal, dependendo da abrangência dos empreendimentos.

Geralmente as etapas deste procedimento são: conta com três fases, LICENÇA PRÉVIA, LICENÇA DE INSTALAÇÃO, e LICENÇA DE OPERAÇÃO.

(i) Licença Prévia – LP, que avalia a viabilidade ambiental do projeto, quando da avaliação dos estudos EIA/RIMA (estudo de impacto ambienta/relatório de impacto ambiental) ou RAS (relatório de impacto ambiental); (ii) Licença de Instalação – LI, para início das obras; e (iii) Licença de Operação – LO, para entrada em operação do empreendimento, concedida após a constatação da implementação dos programas ambientais requeridos no processo de licenciamento. Novos licenciamentos deverão, quando aplicáveis, transcorrer conforme as normas de licenciamento supra descritas.

  Gestão de Resíduos

Possuímos um Programa de Gerenciamento de Resíduos (PGR) que tem por objetivo minimizar a geração, maximizar a reutilização e o reprocessamento, eliminar ou reduzir desperdícios, seja na implantação ou na operação e manutenção, destinando adequadamente os resíduos ou rejeitos que possam causar danos à saúde e ao meio ambiente.

É executado em conformidade com as legislações ambientais vigentes, as normas e os padrões exigidos pelas agências ambientais oficiais, a Política de SMS e às boas práticas.

Para tanto, realizam-se coleta, segregação, armazenamento, tratamento, transporte, destinação e disposição final adequada dos resíduos gerados, além de vistorias de rotina para identificação de eventuais não conformidades.

  Eco-eficiência

As unidades da TAESA são abastecidas, em sua maioria, pelas redes locais de energia e de água, ou por poços subterrâneos para acesso a recursos hídricos, e não utilizam esses recursos em seu processo produtivo. O uso de energia e de água é limitado ao consumo dos colaboradores nos escritórios, galpões e nas subestações, à limpeza e manutenção predial e, eventualmente, às obras de reforços e melhorias nas subestações.

A gestão tem como objetivo evitar desperdícios e incentivar a utilização consciente dos recursos.

Busca-se também estimular e identificar iniciativas desenvolvidas por algumas unidades que possam ser ampliadas para as demais, como captação de água da chuva, reaproveitamento de água de condicionadores de ar e instalação de dispositivos de redução de consumo em torneiras e sanitários.

Em relação à ecoeficiência energética, são desenvolvidas algumas iniciativas nas unidades, como substituição de lâmpadas por outras tipo LED, campanhas de conscientização para uso eficiente dos equipamentos e projetos-piloto de energia solar.

Conservação e Biodiversidade

A TAESA possui a Política de Biodiversidade, publicada em 2020, que visa estabelecer as diretrizes relacionadas à Gestão e Conservação de Biodiversidade no planejamento e na execução das atividades de instalação, operação e manutenção de ativos de transmissão da Companhia, mantendo uma série de programas a fim de evitar e minimizar suas interferências ao meio ambiente.

Sob a linha de transmissão são delimitadas as Faixas de Servidão, áreas necessárias à construção, operação e manutenção do empreendimento, incluindo supressão de vegetação, manutenção com podas, orientação quanto ao tipo de uso e ocupação.

Adotamos iniciativas que colaboram para minimizar a ocorrência de queimadas ou invasões por pessoas ou animais de criação que proporcionem situações de risco para as pessoas e comunidades do entorno, ao sistema de transmissão e do meio ambiente.

Confira nossas Politicas.

  Supressão, Corte Seletivo e Poda de Vegetação

Grande parte destas interferências (corte), ou seja a supressão, ocorre dentro da Faixa de Servidão, por isso, pautamos nossos procedimentos em reduzir o impacto na vegetação ao mínimo necessário. Os métodos mais utilizados, são a poda e o corte seletivo, que consiste em priorizar a remoção de espécies de maior porte, cuja copa possa interferir na distância de segurança – que deve ser assegurada entre o dossel da vegetação e a altura do cabo condutor.

Outro procedimento para minimização da supressão de vegetação durante a construção de linhas de transmissão, e que a TAESA vem adotando em seus recentes projetos em implantação, é a utilização de drones para lançamento dos cabos. Com essa metodologia, é possível evitar ou mitigar a interferência na vegetação, assegurando a preservação ambiental.

  Fauna e Flora

Para que as atividades intervencionistas decorrentes da implantação e operação do empreendimento sejam realizadas de forma ambientalmente sustentável, ações voltadas para a manutenção, preservação dos remanescentes de vegetação natural e proteção à fauna são empregadas pela Companhia.

Particularmente para linhas de transmissão, os principais efeitos estão relacionados ao período construtivo, portanto concentrado em um curto período. Assim, a fase de instalação desse tipo de empreendimento é cuidadosamente acompanhada pela TAESA, com a execução de ações a fim de mitigar, na medida do possível, seus impactos sobre a fauna e flora. Desenvolvem-se programas para:

  • Afugentamento e/ou resgate de espécies da fauna da área a ser suprimida, soltando-os em regiões adequadas, próximas ao local de origem.
  • Monitoramento de fauna com a caracterização da composição, riqueza e do estado de conservação dos grupos-alvo nas áreas de influência direta e indireta dos empreendimentos.
  • Salvamento de germoplasma (variabilidade genética das espécies nativas) para uso na conservação da biodiversidade local e na pesquisa científica.

  Reposição e Recuperação Florestal

A legislação brasileira prevê a reposição florestal compensatória, quando há supressão de cobertura vegetal nativa e de espécies ameaçadas de extinção ou protegidas por lei. A Reposição Florestal se apresenta como uma importante ação de compensação de impactos diretos e indiretos à fauna e à flora.

São empregadas técnicas de reflorestamento de plantio total e plantio de enriquecimento. O plantio total engloba o revestimento completo de áreas desprovidas de cobertura vegetal. Já o plantio de enriquecimento consiste na introdução de espécies, principalmente dos estágios finais da sucessão ecológica, em áreas com presença de vegetação nativa, porém com baixa diversidade de espécies.

  Recuperação De Áreas Degradadas

O Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) é desenvolvido em quatro fases distintas: planejamento, implantação, monitoramento e manutenção, e tem como objetivo principal promover a recomposição das áreas por meio de soluções ecológicas e socioculturais, que permitam uma maior integração das linhas de transmissão com a comunidade da região do empreendimento. Para a recuperação das áreas em decorrência das atividades de construção, são definidas e especificadas as técnicas para recomposição, bem como a indicação de medidas corretivas a serem utilizadas para sua reintegração à paisagem original.

Na fase de operação das linhas de transmissão, as ações relacionadas aos PRADs têm como base a correção de não conformidades ambientais, cuja recuperação pode ser realizada implantando-se drenagens superficiais, dissipadores de energia e revegetação com espécies da própria região.

  Compensação Ambiental

Os empreendimentos de infraestrutura, os quais linhas de transmissão se enquadram, geralmente, quando necessário elaboração de EIA/RIMA, estão condicionadas à obrigação de Compensação Ambiental, estabelecida pela Lei Federal n. 9.985/2000 e regulamentada pelo Decreto n. 4.340/2002, voltada a todos os empreendimentos causadores de significativo impacto ambiental.

Todas as concessões TAESA passíveis dessa obrigação tiveram seus percentuais de investimentos avaliados e aprovados pelos órgãos ambientais. Importante destacar que, apesar de tratar-se de obrigação legal decorrente do licenciamento, a TAESA propõe às unidades beneficiadas pelos recursos ações que tragam resultados sustentáveis para a comunidade.

Mudanças Climaticas

Ciente da relevância do tema e dos seus efeitos que vem se intensificando nas últimas décadas, tanto para a sociedade como para o negócio, como o aumento de eventos climáticos extremos como tempestades, ventanias e secas intensas,  a TAESA estabeleceu como meta desenvolver um compromisso/statement público se comprometendo a identificar as emissões (através do inventário de gases de efeito estufa), riscos e estabelecer planos de ação visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas através de ações de mitigação e adaptação.

  Emissões de Gases de Efeito Estufa

Nesta perspectiva dos impactos climáticos, um dos temas de maior relevância e discussão no mundo, a Companhia deu início ao levantamento do inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com base no Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol) e a implantação do Sistema de Coleta, Gestão e Reporte de Emissões nas concessões 100% controladas. Além disso, o relatório trouxe a primeira meta de redução de consumo de combustíveis fósseis da frota flex da Companhia, com o objetivo de otimizar o consumo de recursos naturais (ecoeficiência) e atuar de forma responsável, reduzindo o volume de emissões que contribuam para as mudanças climáticas.

Por fim, vale mencionar que a Sustentabilidade é um dos vetores fundamentais sobre qual o planejamento estratégico de longo prazo da Companhia foi elaborado e recentemente aprovado pelo nosso Conselho de Administração. Portanto, a execução da nossa estratégia e os processos decisórios da Taesa terão sempre como um de seus princípios a sustentabilidade.

  Inventário de Emissões

Na primeira etapa, foi delimitada a abrangência do Inventário (instalações e atividades da organização contempladas – limite organizacional). Em seguida, definiu-se o período de referência e o ano-base do Inventário (janeiro a dezembro de 2020). Identificaram-se as fontes e os sumidouros de GEE da organização, realizou-se o processo de coleta de dados (pelas unidades regionais e corporativa) e fez-se o cálculo das emissões (utilizando os fatores de emissão para conversão/contabilização) com o auxílio de software especializado.

Identificou-se que os resultados são compatíveis com o setor de energia, em especial o de transmissão, assim como com as concessões que têm atividades mais intensas com as fontes de emissão mapeadas.

Saiba mais: